18 de fevereiro de 2008

Era uma vez a história daqui

Nesse conto não há personagens importantes, nem cenários grandiosos, nem cavalos alados, nem sabor de frutas tropicais, nem tempestades com raios, nem vilões.
Não existem princesas, nem mocinhos, nem espadas, nem moinhos, nem amor proibido.
Não cabem castelos, nem torres, nem calabouços, muito menos duelos de arco e flecha. Nunca houve um dragão se quer, nem uma fadinha e nunca vi um gnomo.
Aqui as emoções são diferentes, os sorrisos podem ser mais falsos, a música não é orquestrada por regentes. As cores são mais vivas, as dores são mais próximas ao peito e os amores são quase sempre no singular.
As palavras já não mais ditas com maestria, mas libertam. Os escritos cutucam diretamente os analfabetos – e eles sorriem. A crueldade não está só, acompanham o sorriso, o prazer, o mal e o bem. O teatro agora(?) não é mais interpretado. Palco é toda a vida e o maracatu não pára de dançar. O agogô perturba, a corda do violão acorda o Sol, o chocalho é frenético e as vozes baleiam.
Poeira é oxigênio.

15 comentários:

Lídia La-Rocca disse...

Vi meu reflexo por aqui, no espelho, nas palavras... Vi outros reflexos, também. Gostei do que vi! Vou voltar, posso? rsrs Beijos.

Dominique Arantes disse...

Nos contos reias , o faz-de-conta desaparece , e as historias ganham peso.

Muitoo bom !
Beijocass

Cândida disse...

eu gosto da palavra cucutar e cafuné e piroga :)

Fernanda Fassarella disse...

Tempos que nãovinha...
Suas palavras sempre são bem-vindas... Adoro lê-las...
Obrigada!

Beijos de saudade de conversas de 'butiquim'! Beijossss

Larissa Dardengo disse...

Caê, tempos que eu não passava por aqui.
Tudo jóia? ;)
Gostei, como gosto de tudo que vejo por aqui.

beijinhos.

Paixão, M. disse...

Já tinha lido isso, já tinha achado tão lindo :)

poeira e palavra são oxigênio.
poeira e palavra.
gosto de respirar esse ar seu.

bjo!

kamila zanetti disse...

belas palavras caê,belas!

Paixão, M. disse...

essa greve sua tá me deixando braba hein! volta logo pra cá.

Patrícia Lage disse...

:)
Obrigada pelas palavras, também belas. Escrever tem sido um meio de atingir tranquilidade, assim como ler (mas eu detesto o que escrevo!).

E eu adorei esse texto teu. Coisa real e tão literária... Essas ausências que não faltam.

Volte a escrever. Um pedido.
Meu beijo.

Larissa Dardengo disse...

Passando pra dizer que o nome e endereço do meu blog mudou.
;)


bjs

blogava disse...

grande caetano... belas palavras... perdão pela demora em visitá-lo e agora que li, pretendo voltar!
abraços brother!
:)

Paulo Sarges disse...

Bonito e bem escrito, amigo... =]

Primeira vez no blog, muito limpo e claro

e muitos textos bonitos.


é por essas coisas que eu gosto de escrever.

parabêns. =]

se cuida []'s

Fabiana disse...

No mundo das cores vivas é que os verdadeiros personagens se revelam.
Gostei do seu blog.
bjs

Flávio Borgneth disse...

“...naquele momento eles eram um único corpo, sem órgãos, sem idade e sem dores. E ele sorria, gargalhava e soltava frases de sua juventude”..., “cheiro de samambaia e cores de vida”...
Rapaz, fazia tempo que não lia nada na internet por tanto tempo. Como era você o autor, achei que o final pareceria com seu dono. Pensei em encontro e felicidades, encontrei areia e mar triste. Ainda bem que isso também é vida.
Bonito! Parabéns!

VaneideDelmiro disse...

Caetano, nos conta outra história e depois, mais outra e mais outra...
Muito linda!